segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Calor, Sorvete e Pé-de-serra...

Era uma daquelas tardes modorrentas de domingo em que o sol brilhava absoluto num céu sem nuvens e o asfalto parecia derreter com o calor dos últimos dias de inverno em Brasília. Ela então decidiu ir derreter na rua com amigas que também não desejavam ficar derretendo em casa. A programação era uma só: dançar um bom pé-de-serra pra deixar o domingo mais feliz. O combinado era se encontrarem no local do evento às 17h. Mas, lá chegando, descobriram que ‘a festa’ começaria apenas às 19h30. Entreolhares, decidiram aproveitar esse tempo livre para fazer algo bastante produtivo: tomar sorvete à beira do lago Paranoá. A sensação de derretimento teve uma pausa por alguns momentos em que elas puderam ver o sol retirando-se para adormecer e a indefinição de cores do lusco-fusco saudando a noite que chegava calmamente. Voltaram para o desejado pé-de-serra. Ainda tiveram de esperar até que a bilheteria começasse a funcionar. Mais um tempinho livre aproveitado com sucesso: altos papos filosóficos a respeito da visão de cada uma interpretando a mesma imagem, resultando em tempo-espaço-lugar para entabular conversa, provocar risos e despertar curiosidades. No final das contas, quando ‘a festa’ de fato começou elas já estavam em festa fazia tempo. Era noite já, e a brisa noturna refrescava o calor que sobrava do dia que terminara. Então, tudo era só alegria e contentamento: a música comandava o ritmo da festa e o riso contagiava a todos. Muito dois-pra-lá, dois-pra-cá, rodopios e firulas depois e o calor estava de volta a todo vapor!
Elas nem lembravam mais que saíram de casa para se livrar da sensação de derretimento provocada pelos dias quentes do final do inverno: queriam mesmo era prolongar aquela sensação boa de exaustão, calor e felicidade. Vai entender, né?

By M@riBlue.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

As Dores e Delícias de Dirigir em Brasília

De hoje em diante está decidido: meu novo horário de trabalho é das 17h da tarde até às 2h da manhã. E tenho dito!
Créditos das Fotos: Ricardo Boeira
Certa feita, em um período de férias recente, precisei me deslocar de minha casa para o local onde trabalho no horário contrário ao do expediente.
Iria me encontrar com amigas que não estavam em férias para um happy hour. Era um fim de tarde de terça-feira. Saí de casa por volta de 17h30 para encontrar as minhas amigas no estacionamento do trabalho por volta das 19h, ou seja, quando o expediente estivesse terminando.
Durante o trajeto fui percebendo uma facilidade, certa fluidez no trânsito à qual eu estava desacostumada.  Fui notando que conseguia manter uma velocidade constante e não precisava ficar trocando a marcha para fazer reduções a cada minuto. Nem mesmo meus pés tinham de ficar por todo o tempo pressionando os pedais de freio, aceleração ou embreagem.
Rapidamente alcançara a avenida de saída da cidade, não sem experimentar uma sensação de liberdade e contentamento. Que diferença guiar com tanta espontaneidade e tranquilidade!
Semelhante à sensação experimentada quando volto para casa às sextas-feiras de madrugadinha e posso curtir a sensação de exclusividade, a liberdade e a possibilidade de mudar de faixa a hora em que bem entender (e, não menos importante: sinalizar se eu quiser; contrariando o que me ensinou meu instrutor na autoescola!).
As largas avenidas de Brasília são deliciosas e convidativas na madrugada. As luzes, a vegetação e até mesmo os edifícios adquirem um encanto todo especial. Poder contemplar isso é, de fato, uma experiência singular. 
Quem passa dirigindo à noite pelas pontes JK ou Costa e Silva, quem circula pelas adjacências do Setor de Clubes Norte ou Sul, margeando as águas do lago Paranoá e já pôde observar o reflexo ora da lua, ora das estrelas, ou simplesmente das luzes da cidade sobre as águas é um ser privilegiado!
Em contrapartida, enquanto avançava na minha trajetória ao encontro das amigas pude notar na faixa em sentido contrário exatamente o oposto: carros e mais carros enfileirados, os faróis acesos, o ruído das freadas, o som das buzinas e o tráfego fluindo muito lentamente. 
Fiquei do lado oposto lembrando das inúmeras vezes em que ficara nas mesmas condições.
Quantas vezes me atrasara para chegar ao trabalho, parando a cada dez minutos, a interminável fila de carros, os ponteiros do relógio girando sem contenção, as surpresas ao descobrir se houve ou não um acidente e os pés doloridos de tanto repetir os mesmos movimentos.
O mais desalentador é o fato de que esse tipo de evento (trânsito congestionado) tem uma tendência a se tornar cada vez mais comum, especialmente em Brasília, cujo crescimento desordenado decorrente da especulação imobiliária, do inchaço habitacional causado pela falta de políticas habitacionais decentes e da atraente propaganda da cidade como promessa de vida boa e farta veiculada por políticos descompromissados com o bem-estar da população. Por aqui o trânsito tem se tornado sinônimo de transtorno.
Está na hora de se começar a pensar em soluções práticas e factíveis para o que irá se tornar um problema sério e que atingirá a população brasiliense como um todo.
De minha parte, desejo continuar tendo a oportunidade de curtir e apreciar o visual da cidade enquanto dirijo.
Nem que para isso seja necessário mudar o horário de trabalho!
Por essas e outras razões volto a afirmar: a partir de hoje meu novo horário de trabalho é das 17h às 2h da manhã, pois assim poderei contemplar as belezas da cidade sem sentir os pés cansados ao final da viagem.
by M@riBlue

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DE 7 DE SETEMBRO, DE BRASIL E DO MEU ORGULHO DE SER BRASILEIRA!




Aqui pensando: amanhã é 7 de setembro e o significado dessa data obviamente todos, ou quase todos os brasileiros sabem. Contudo, embora seja uma data tão significativa,  estranhamente parece que não é nada. Na condição de servidora pública que sou, presenciei em parte os preparativos oficiais para a Parada de 7 de Setembro, amanhã. A estrutura para tal acontecimento começou a ser montada há uma semana. Propositalmente fiquei a observar  os detalhes sendo colocados em prática para que tudo esteja lindo e supostamente perfeito. 
Não sei se por estar presenciado tudo fiquei motivada, ou se sou assim mesmo  "empolgada" com as coisas do meu Brasil. E assim, sem mais nem menos me ocorreu que não vejo entusiasmo em ninguém pelo significado do dia. Todos se manifestam felizes por ser um feriado prolongado, pela possibilidade de não trabalhar, de viajar, etc, mas ninguém manifestou contentamento pelo acontecimento em si. Constatado o fato, começei a formular questionamentos mentais, conversando comigo mesma acerca da razão de tanto desinteresse do brasileiro por sua pátria. Será que somos assim mesmo, alheios aos nossos motivos cívicos? E mais uma vez, do nada voltei no tempo para as escolas onde estudei quando criança, e me veio à cabeça que no 2º ano do ensino fundamental existiam  aulas de Moral e Cívica....tínhamos que aprender a cantar o Hino Nacional todos os dias antes de entrar em sala e além disso era necessário fazê-lo de maneira solene, alinhados, com a mãozinha no peito, cantando bem alto, sem nos mexermos. Éramos incitados naquele momento a quase entrar em transe para garantir o respeito ao nosso símbolo maior, a nossa linda bandeira. E aí eu, do alto dos meus 7 anos, ficava toda inflada e me achando a menina mais importante do mundo por estar ali prestando homenagem ao meu Amado Brasil. Além do Hino Nacional, nos eram ensinados também o Hino à Bandeira, o Hino ao Soldado... e mais alguns outros. Fiquei saudosa ao pensar naquilo tudo e um pouco triste por constatar que coisas tão bacanas como essa se perderam ao longo dos anos. Que pena! E agora me dou conta que de todo não foi em vão essa minha reflexão. Serviu-me para constatar que antes de qualquer influência externa, nasci mesmo "empolgada" pelo meu Querido Brasil. O meu Pais é lindo, amigo, e digno de todo o respeito apesar de todas as mazelas morais que (por enquanto) o afetam. EU TE AMO MEU BRASIL!!!! ÓTIMO 7 DE SETEMBRO A TODOS.
By M@riPlus
Confraria M&M's





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Doze homens, uma sentença; quatro damas, um cavalheiro

Tentando desconsiderar a questão matemática do título acima – o que me faz refletir se somos feitos de outra matéria mesmo que não os números: de chamada na escola; de matrícula no trabalho; de CPF, de CNH, RG, etc, etc, etc – isso sem falar na desproporção da máxima: para cada homem, 7 mulheres... Isto é, se a proporção ainda for essa... afff!
Bem, de pipoca pra piscina, a peça em cartaz no CCBB Brasília até 9 de setembro, tem suas origens no filme de mesmo título: Doze Homens e Uma Sentença, considerado o melhor e mais denso filme de julgamento da história do cinema universal. Ainda acrescentaria outro adjetivo para ajudar a definir alguns momentos da trama: tenso. Mas, ao contrário do que imaginei, a transição para o teatro temperou com humor o drama do julgamento de um garoto de 16 anos acusado de assassinar o próprio pai com uma faca.
Para mim ficou impossível não associar o título da peça com a recente (?) filmagem do filme Onze Homens e Um segredo (Ocean’s Eleven; 2001), outro filme que traz essa questão numérica à baila (que, particularmente, recomendo; especialmente pelo elenco talentoso e bem-apresentado, rsrsrs), e cuja versão original tem origem em 1960. Além desse filme foram filmadas duas sequências, Doze Homens e Outro Segredo (Ocean’s Twelve; 2004) e Treze Homens e Outro Segredo (Oceans Thirteen; 2007).
O mais interessante é que a temática do filme e da peça nem de longe é parecida, mas que os títulos ajudam a ligar as duas coisas, ajudam!
De qualquer forma, fui ver a peça com um grupo de amigos, o que torna mais divertido e interessante o fato de ir ao teatro. Éramos quatro damas e um cavalheiro que assistiam a doze homens e uma sentença, pensando em onze homens e um segredo, em trinta de agosto de dois mil e doze, com duração aproximada de uma hora e quarenta minutos.
Como percebem, não consegui desconsiderar a questão matemática do título desse post, nem da peça, ou do filme...
Serviço:
Adaptação do clássico filme, dirigida por Eduardo Tolentino de Araújo, fará 12 apresentações no CCBB. Criado para um teleteatro, na década de 1950, tornou-se um dos mais famosos filmes de tribunal, sob a direção de Sidney Lumet e protagonizado por Henry Fonda, indicado ao Oscar por sua atuação. A peça 12 Homens e uma Sentença é produzida por Ana Paz, com tradução de Ivo Barroso e direção de Eduardo Tolentino de Araújo (Fonte: www.bb.com.br/cultura).
Para quem quiser conferir, ainda há tempo:
O quê: Espetáculo 12 Homens e uma Sentença
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB - SCES, Trecho 2, lote 22, Brasília/DF
Quando: Até 9 de setembro
Horário: De quinta a sábado, às 21h. Domingo, às 20h. Duração: 1h40
Quanto: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia entrada para clientes e funcionários BB, estudantes e maiores de 60 anos).
Haverá sessões extras no dia 8 de setembro, às 18h30; e no dia 9, às 17h30.
Classificação indicativa: 12 anos.
Informações: Tel.: (61) 3108-7600 |ccbbdf@bb.com.br. | www.bb.com.br/cultura.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Quando a semana começa agitada...

Era manhã de segunda-feira.
Ela acordara com a sensação de que o final de semana nem havia existido.
Uma vaga lembrança do domingo, que lhe exigira bastante, em atividades com familiares e os tradicionais compromissos dominicais. Entretanto, mais que uma simples ressaca do final de semana, houve uma sequência de fatos para que ela continuasse com a sensação de que o final de semana não acontecera e que ela precisava de mais tempo para organizar a vida. Seu quarto era pura desordem. Não encontrava a chave do carro que estaria ali, em algum lugar. Na cozinha a pilha de louças limpas e secas em forma de armadilha que construíra no domingo à noite. Com cuidado começou a retirar as vasilhas plásticas da pirâmide de louça lavada. Concluída a operação sem maiores danos ou prejuízos,  lembrou-se que ainda  iria preparar o café e que também que não encontrara a chave do carro. O relógio continuava a marcar o inexorável ritmo do tempo e ela mal sabia o que iria vestir para ir ao trabalho. Enquanto finalizava o café imaginou a roupa que usaria e a localização das peças no seu guarda-roupas, igualmente em desordem (em consonância com o seu quarto, claro). Bem, além do banho, tinha que encontrar a chave do possante. Banho tomado, roupa em condições de uso, vestiu-se, penteou-se, maquiou-se e descobriu a chave do carro presa no cachecol que usara na noite anterior. Ufa! Menos uma tarefa. Agora, apesar de o relógio estar muito mais adiantado que ela, era só jogar na bolsa o estritamente necessário e sair. Feito isso, foi em direção ao carro lembrando que na véspera os tapetes ficaram secando no varal. Uma corridinha até a área de serviço, deixando a bolsa no banco do carona, retorna com os tapetes e, rapidamente, os devolve para os respectivos lugares. Puxa, conseguira! Hora de sair para o trabalho. Põe a chave na ignição, dá a partida mas o carro não funciona. Ela se recorda que tinha precisado efetuar uma 'chupeta' (existirá um nome científico para a operação em que um veículo com a bateria descarregada necessita da força de uma bateria carregada, por meio da conexão de cabos de força?) na noite anterior após ter deixado o som do carro ligado por algumas horas. Mas o que ela não imaginou foi que seu carro não ganhara força suficiente para 'acordar' na manhã de segunda-feira e levá-la ao trabalho.
Desolada, começou a pensar em QUEM poderia ajudá-la. Além da mãe convalescente, mais ninguém na casa. Foi até a rua. Olhou para o portão do vizinho policial militar. Silêncio. Olhou para a casa do vizinho adolescente que poderia estar saindo para ir à escola. Nada. Nenhum movimento. Havia apenas um veículo na rua, o do vizinho bombeiro militar, que poderia ter chegado do trabalho e estar mergulhado em sono profundo. Não tinha muita escolha, decidiu arriscar. Bateu delicadamente no portão. Silêncio. O vento daquela manhã de inverno batia em seu rosto e bagunçava seus cabelos. Bateu novamente no portão, agora com mais força. Chamou o nome do vizinho um pouco mais alto. Ouviu passos. Ufa, seria alguém? 'Olá, alguém aí?', arriscou. O vizinho: 'Olá, só um instante'. Ele abriu o portão, ela contou sua história triste e o gentil vizinho foi ajudá-la com a 'chupeta'. Resolvido o problema, agradecimentos, sorrisos e algumas justificativas depois, ela sai para o trabalho. Esbaforida, despenteada, apressada e faminta (não havia tomado café). Alguns minutos depois chega ao trabalho. Senta-se, respira e olha o relógio: quarenta minutos de atraso! Depois corre os olhos na escala de plantão daquela semana. Naquela segunda-feira, 27, ela poderia ter dormido até mais tarde, saboreado o seu café da manhã, resolvido calmamente o probleminha com o carro e até ter lido o jornal. Pela escala de plantão do trabalho ela deveria chegar apenas às 14h. Suspirou. A sensação de que o final de semana não tinha existido voltou, mais forte. Um desejo profundo de que fosse sexta-feira invadiu seu peito. Terminou de tomar o chá que buscara na copa, ligou o computador e, nesse momento, a semana começou.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

TODO COMEÇO É INCERTO MAS É TAMBÉM UM DESAFIO

Hoje é um dia muito especial! Viva!!!!

Não posso acreditar! Surpreendentemente o nosso Blog está no ar! Ah essa maravilhosa tecnologia...
Estou quase certa que chegará o dia em que pensaremos e tudo se auto-executará instantaneamente.
Tentarei ser objetiva e sucinta...rsss. Embora ache isso uma tarefa muito difícil por ser quem sou.
Então vamos às apresentações:

Quem somos: um grupo de quatro mulheres relativamente bem resolvidas e tentando ficar de bem com a vida. É isso mesmo, tentando, porque a vida é dinâmica e como tal, feita de idas e vindas e altos e baixos o tempo todo.

Quem são as "Meninas": M@riBlue (Marineide), M@risPlus (Marismar), M@riBeth (Elizabeth) e M@riLiz (Elizângela).

Qual o objetivo desse Blog: Dar um pouco mais de formalidade à Confraria M&M's, permitindo dessa forma que esta tenha um mínimo de organização,  principalmente no que se refere à divulgação das informações e conteúdo a serem publicados.

Como ocorre em toda Confraria, nós também temos um lema, bastante simples, mas de uma profundidade muito grande: Queremos ser felizes! É isso mesmo: Estamos tentando "exercitar" a felicidade Onde, Quando e Como for possível. Nada mais além disso.

A nossa Cor (sim, temos Cor): FÚCSIA...é isso mesmo e suponho que a essa altura, todos já estejam curiosos por saber qual a razão do FÚCSIA. Essa historinhas vamos contar posteriormente. Por enquanto posso adiantar que essa definição veio de forma acidental e em função de uma grande brincadeira. Aliás essa também é uma das característica da nossa Confraria: Queremos fazer acontecer, mas que aconteça com leveza, clareza e muuuiiitta alegria.

A nossa Logomarca (sim, temos Logomarca), criada exclusivamente por um amigo para a Confraria (falaremos disso depois), retrata um pouco do nosso lema, trazendo a nossa cor (FÚCSIA) a nossa delicadeza (FLOR) e um pouco da nossa criatividade: todas somos M@ris, e, por esse motivo, o nome Confraria M&M's, que originou-se de Maris & Maris, ou seja, cada uma de nós!

Então "Folks" acho que por enquanto, e considerando que esse é um dos primeiros artigos do nosso Blog, fico por aqui deixando registrada a minha quase infantil alegria pela criação do Blog. Eu sou a M@riPlus e à medida que as plublicações forem sendo postadas, seria um grande prazer receber os comentários de todos.

Um grande abraço,

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